segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Cristo sempre presente em sua Igreja


SOBRE A SAGRADA LITURGIA, DA CONSTITUIÇÃO SACROSANCTUM CONCILIUM
(N. 7-8. 106)

Cristo está sempre presente em sua Igreja, principalmente nas ações litúrgicas. Está presente no Sacrifício da Missa, tanto na pessoa do ministro, pois quem o oferece agora, através do ministério do sacerdote, é aquele mesmo que se ofereceu na Cruz, como mais intensamente ainda, sob as Espécies Eucarísticas. Está presente em sua virtude pelos sacramentos, pois quando alguém batiza é Cristo quem batiza. Está presente por sua Palavra, pois é Ele quem fala, quando se lê a Sagrada Escritura na Igreja. Está presente enfim, na oração Igreja, Ele que prometeu: “Onde dois ou três se reúnem em meu nome ai estou no meio deles”.

De fato, nesta obra grandiosa em que Deus é perfeitamente glorificado e santificados os homens, Cristo une estreitamente a si sua Esposa diletíssima, a Igreja, que invoca seu Senhor, e por Ele, presta culto ao eterno Pai.

Portanto, com razão, considere-se a liturgia como o exercício do múnus sacerdotal de Jesus Cristo, onde os sinais sensíveis significam e, do modo específico a cada um, realizam a santificação do homem. Assim, pelo Corpo Místico de Jesus Cristo, isto é, sua cabeça e seus membros, se perfaz o culto público e integral. Por este motivo, toda a celebração litúrgica, por ser ato do Cristo sacerdote e de seu Corpo, a Igreja, é a ação sagrada por excelência, cuja eficácia nenhuma outra obra da Igreja iguala no mesmo título e grau.

Participando da liturgia terrena saboreamos antecipadamente a liturgia que se celebra na santa cidade, a Jerusalém celeste, para onde nos dirigimos como peregrinos, lá onde Cristo se assenta a direita de Deus, ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo. Juntamente com todos os exércitos celestes, cantamos hinos de glória ao Senhor. Venerando a memória dos santos, esperamos ter parte em sua companhia. Finalmente estamos na expectativa do Salvador, nosso Senhor Jesus Cristo, que aparecerá, Ele, nossa vida, e nós também apareceremos com Ele na glória.

A Igreja, seguindo a tradição dos apóstolos cuja origem remonta ao próprio dia da ressurreição, celebra o mistério pascal cada oito dias, que por isto se chama dia do Senhor ou domingo. Neste dia devem os fiéis reunir-se par escutar a Palavra de Deus e participar da Eucaristia, a fim de se lembrarem da Paixão, Ressurreição e Glória do Senhor Jesus, dando graças a Deus que os recriou para a esperança viva pela ressurreição de Jesus Cristo, dentre os mortos. Assim, é domingo a festa primordial e, como tal, seja apresentado e inculcado a piedade dos fiéis para que se lhe tornem dia de alegria e de descanso dos trabalhos. Todas as outras celebrações, a não ser que sejam realmente de máxima importância, não passem a sua frente porque é o fundamento e o cerne de todo ano litúrgico.



Guilherme Teles, fundador.

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