terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Santidade do Matrimônio e da Família


Constituição Pastoral GAUDIUM ET SPES, SOBRE A IGREJA NO MUNDO DE HOJE, do Concílio Vaticano II, n° 48, séc.XX



A partir do modelo de seu amor divino, fecundo e que gera união desposando a Igreja, o Senhor Jesus abençoa o sacramento do matrimônio que no mistério da Palavra de Deus faz de um homem e uma mulher “uma só carne” (Gn 2,24), e forma a família.

É belo ver uma família cristã, mas esta instituição vem correndo risco perante o pensamento contemporâneo de que homem e mulher não mais constituam uma família e gerem filhos, os eduquem na fé para que no relacionamento não venha “acabar o amor”, vemos isso estampado em camisetas, adesivos, piadas, entre tantos outros meios. Outro pensamento é o de que pessoas do mesmo sexo se casem, pessoas de sexos opostos não podem se casar mais, porém, quem é do mesmo sexo deve se casar, chega a ser contraditório. Ou ainda que os casamentos não pode durar muito tempo, é preciso se casar varias vezes, assim manda o mundo contemporâneo e todos estão abraçando esta causa anticristã.

Mas precisamos defender aquilo que a Igreja ensina como questão de fé, se de fato cremos que sem está mesma fé, “...É impossível agradar a Deus” (Hb 11,6). E suplicar uma caridade ardente para que saibamos acolher aqueles que são separados, ou são casais de segunda união, pois “Deus não faz acepção de pessoas” (Rm 2,11), e eles também são chamados a ser Igreja.

Vamos acompanhar atentamente o que a Igreja de Deus, Santa e Católica, ensina sobre o sacramento do matrimônio, sinal de santidade e vocação:

O homem e a mulher que, pela aliança conjugal, já não são dois, mas uma só carne, em íntima união das pessoas e das atividades, prestam-se mútuo auxilio e serviço e dia após dia fazem a experiência de sua unidade cada vez mais plena. Esta união profunda, reciproca doação de duas pessoas, e o bem dos filhos exigem a total fidelidade dos cônjuges e a indissolubilidade.
O Cristo Senhor abençoou largamente esse amor multiforme, brotado da fonte do amor divino, tendo por modelo sua união com a Igreja.

Assim como outrora Deus tomou a iniciativa da aliança de amor e de fidelidade com seu povo, agora o salvador dos homens, Esposo da Igreja, vem pelo sacramento do matrimônio ao encontro dos esposos cristãos. Com eles permanece, dando-lhes a força de, tal como amou a Igreja e se entregou por ela, se entregarem um ao outro, amando-se com perpétua fidelidade. O genuíno amor conjugal é assumido no amor divino e sua norma e riqueza são a força redentora de Cristo e a ação salvífica da Igreja. Deste modo os cônjuges cristão são eficazmente conduzidos a Deus, fortalecidos e ajudados na sublime missão de pai e de mãe.

É esta razão de haver um sacramento particular para confortar e consagrar os deveres e a dignidade do estado conjugal cristão. Munidos desta força, cumprem sua missão conjugal e familiar, cheios do Espírito de Cristo que impregna sua vida inteira com a fé, a esperança e a caridade, progridem sempre mais na própria perfeição e na mútua santificação e podem assim, os dois juntos, darem glória a Deus.

Os filhos, bem como todos os que eles convivem, vendo e seguindo o exemplo dos pais e a oração familiar, encontram mais fácil caminho de humanidade, de salvação e de santidade. Os esposos, investidos na dignidade e da missão de paternidade e maternidade, esforçar-se-ão em cumprir com amor a tarefa da educação, principalmente a da formação religiosa que lhes cabe em primeiro lugar.

Como membros vivos da família, os filhos contribuem a seu modo para a santificação dos pais. Com gratidão, afeto e confiança, correspondem aos benefícios recebidos dos pais. Assistem-nos filialmente nas adversidades e na solidão da velhice.



Guilherme Teles, fundador.

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