terça-feira, 16 de julho de 2013
Indulgência Plenária - Jornada Mundial da Juventude
Ansiosos para a JMJ (Jornada Mundial da Juventude), podemos perceber desde já a ação salvadora de Deus por meio de sua Igreja. Esperamos muito deste encontro, queremos ver a igreja que professa a mesma fé mesmo espalhada pelo mundo inteiro unida, feliz por cruzar longas distâncias para mostrar ao mundo que Jesus atraiu e continua atraindo a todos. Que o mundo veja e reconheça uma Igreja que nunca esteve morta e sim viva e atuante no decorrer da história.
Para que todos os aqueles que participarem direta ou indiretamente da JMJ poderão receber a indulgência plenária ou parcial, para isso é necessário se confessarem, comungarem, elevarem ao Céu sua preces pelas intenções do santo padre o Papa e pela JMJ. Segue abaixo o decreto sobre a indulgência plenária na JMJ:
“Concede-se o dom das Indulgências por ocasião da XXVIII Jornada Mundial das Juventude, que será celebrada no Rio de Janeiro durante o corrente Ano da Fé. O Santo Padre Francisco, desejando que os jovens, em união com os fins espirituais do Ano da Fé, convocado pelo Papa Bento XVI, possam obter os frutos esperados de santificação da “XXVIII Jornada Mundial da Juventude, que se celebrará de 22 a 29 do próximo mês de Julho, no Rio de Janeiro, e que terá por tema: ‘Ide e fazei discípulos por todas as nações’ (cfr. Mt 28, 19)”, na Audiência concedida no passado 3 de junho ao subscrito Cardeal Penitenciário-mor, manifestando o coração materno da Igreja, do Tesouro das satisfações de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Beatíssima Virgem Maria e de todos os Santos, estabeleceu que todos os jovens e todos os fiéis devidamente preparados pudessem usufruir do dom das Indulgências como determinado:
a) Concede-se a Indulgência plenária, obtenível uma vez por dia mediante as seguintes condições (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Sumo Pontífice) e ainda aplicável a modo de sufrágio pelas almas dos fiéis defuntos, pelos fiéis verdadeiramente arrependidos e contritos, que devotamente participem nos ritos sagrados e exercícios de piedade que terão lugar no Rio de Janeiro. Os fiéis legitimamente impedidos, poderão obter a Indulgência plenária desde que, cumprindo as comuns condições espirituais, sacramentais e de oração, com o propósito de filial submissão ao Romano Pontífice, participem espiritualmente nas sagradas funções nos dias determinados, desde que sigam estes ritos e exercícios piedosos enquanto se desenrolam, através da televisão e da rádio ou, sempre que com
a devida devoção, através dos novos meios de comunicação social;
b) Concede-se a Indulgência parcial aos fiéis, onde quer que se encontrem durante o mencionado encontro, sempre que, pelo menos com alma contrita, elevem fervorosamente orações a Deus, concluindo com a oração oficial da Jornada Mundial da Juventude, e devotas invocações à Santa Virgem Maria, Rainha do Brasil, sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, bem como aos outros Patronos e Intercessores do mesmo encontro, de modo a que estimulem os jovens a se fortalecerem na fé e a caminharem na santidade.
Para que os fiéis possam mais facilmente participarem destes dons celestes, os sacerdotes, legitimamente aprovados para ouvir confissões sacramentais, com ânimo pronto e generoso se prestem a acolhê-las e proponham aos fiéis orações públicas, pelo bom êxito desta “Jornada Mundial da Juventude”. O presente Decreto tem validade para este encontro. Não obstante qualquer disposição contrária.
Dado em Roma, na Sede da Penitenciaria Apostólica, no dia 24 de Junho do ano do Senhor de 2013, na solenidade de São João Batista”.
Cardeal Manuel Monteiro de Castro Penitenciário-mor Mons. Krzysztof NykielRegente.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Antes Morrer do que Pecar ! A história de São Domingos Sávio
Procureis o que é agradável ao Senhor e não participeis nas obras estéreis das trevas, pelo contrário, condenai-as abertamente. “(Ef.5,10-11).
''Antes morrer do que pecar!''
Eis a conhecida frase de um dos grandes santos da Igreja, que na sua juventude soube viver a radicalidade do Evangelho: São Domingos Sávio !
O pequeno Domingos sávio nasceu em 2 de abril de 1842, numa aldeia perto de Turim.Filho do ferreiro Carlos sávio e da dona Brigida, nasceu num ambiente familiar de amor,fé e alegria, apesar da extrema pobreza de sua familia.
Domingos era uma criança especial e sempre surpreendia seus pais com gestos de afeto,palavras de encorajamento e edificação. No ano de 1847, os Sávio partem para um lugar chamado Murialdo, dona Brigida trabalhava como costureira, além de cuidar dos afazeres domésticos, e seu Carlos além de ferreiro trabalhava no campo.
O Padre de Murialdo se chamava João Zucca, sacerdote santo e piedoso que logo percebeu no pequeno Domingos um perfume de santidade. Numa manhã fria de inverno, por volta das 5h, Pe.João ao abrir a Igreja para a primeira Missa encontra o pequeno Domingos envolto em agasalhos, na escadaria aguardando a Missa. Tinha apenas 5 anos de idade. Daquele dia em diante Domingos começou a servir nas Missas como coroinha.
Também nesta idade, ia a Igreja com sua mãe; sua atitude devota chamava a atenção de todos. Se a Igreja estava ainda fechada, ajoelhava-se junto à porta, e aí ficava orando até que fosse aberto, não lhe importando se chovia ou nevava, se fazia frio ou calor.
Chegado o tempo de aprender as primeiras letras, como estava dotado de muito engenho e era muito diligente no cumprimento de seus deveres, fez em breve tempo notáveis progressos nos estudos.
Evitava todos os meninos arruaceiros e só estabelecia amizade com os de boa conduta.
Domingos confessava-se frequentemente. Tão logo soube distinguir entre o "Pão Celestial e o terreno", foi admitido à Primeira Comunhão aos sete anos, quando na época a idade minima para tal era de 12 anos. Pode-se perceber a maturidade do menino nos propósitos que deixou registrados nesse dia:
1º Confessar-me-ei com muita frequência e farei comunhão todas as vezes que o confessor permitir.
2º Quero santificar os dias santos.
3º Meus amigos serão Jesus e Maria.
4º Antes morrer do que pecar.
Para Continuar seus estudos, Domingos deveria ir e vir a Castelnuovo que ficava 5 km de sua casa, fazendo assim 10 km diários. Apesar de sua aparência frágil e de sua estatura franzina, suportava frio,chuva e calor com paciência e amor. Certo dia um camponês que diariamente o via passar a pé perguntou-lhe:
- Você não tem medo de andar sozinho por estes caminhos?
- Nunca estou só, meu Anjo da Guarda me acompanha! respondeu Domingos.
O camponês surpreso acrescentou:
- Vai se cansar, com este calor!
- Não, não me canso porque trabalho para um patrão que me paga muito bem!
- Para quem trabalhas? Quem é teu patrão ?
- Nosso Senhor, que paga até um copo de água dado por Seu Amor!
No Colégio conheceu Pe. Cagliero, que era seu professor e logo percebeu em Domingos uma grande bondade.
Ainda neste colégio, Domingos, foi injustamente acusado de uma grave falta que seus colegas cometeram. Ele porém calou-se! Foi repreendido publicamente mesmo sendo inocente.
O Pe. Cagliero era amigo e conterrâneo de Dom Bosco, e pensou que a seu lado Domingos Sávio receberia uma excelente formação.No dia 2 de outubro de 1854, aconteceu o primeiro encontro, em Castelnuevo, na frente da casa do irmão de Dom Bosco.Domingos Sávio perguntou à Dom Bosco:
-Leva-me a Turim para estudar?-É, parece que temos aí uma boa fazenda! Respondeu Dom Bosco.-E para que pode servir essa fazenda? Perguntou Domingos Savio-Para fazer uma roupa e dá-la de presentea Nosso Senhor.-Então eu sou a fazenda e o Senhor é o alfaiate, leve-me e faça de mim uma bela roupa.Sendo assim, no dia 29 de outubro de 1854, Domingos fez um pacote com livros e roupas e também com algumas guloseimas que sua mãe preparou para a viagem. A separação foi penosa, porém decisiva.Domingos cheio de encanto, apesar da separação da família encontrou um lar, o pai Dom Bosco e a Dona Margarida mãe de Dom Bosco, e mais 115 irmãos que corriam, jogavam, estudavam, aprendiam algum oficio e rezavam.Dom Bosco, a cada instante, se surpreendia com seu aluno Domingos!Domingos dizia: “Os olhos são a janela da alma. Pela janela passa o que se deixa passar. Por ela podemos deixar passar um anjo ou um demônio e fazer com que um deles se torne dono do nosso coração” e assim Domingos dava exemplos e lições de vida, com o tempo conquistou a todos, até que em fevereiro de 1857, durante um rigoroso inverno, foi acometido de uma tosse gravíssima e a conselho de Dom Bosco, voltou para casa de seus pais para um bom tratamento.Domingos, ao se despedir de Dom Bosco disse:-Eu não volto mais... Em seguida pede a Dom Bosco perdão e este assim respondeu:-Garanto-lhe em nome de Deus que seus pecados foram todos perdoados.Domingos beija a mão do pai Dom Bosco e parte para sua casa, a dor da partida dilacera o coração do mestre e seus colegas.Ao chegar em casa recebe o amor e a afeição de seus pais e irmãos, todos fazem festa com a sua volta, seu estado de saúde se agrava e são obrigados a chamar o médico.Por alguns dias o médico acompanhou o sofrimento do jovem Domingos, porem seus estado piorava e ele se mantinha sereno, apesar das dores.
A devoção do pequeno Domingos para com Nossa Senhora era extrema. No dia 8 de dezembro de 1854, ano da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição pelo Bem-Aventurado Papa Pio IX, ante o altar da Virgem, ele renovou seus propósitos da Primeira Comunhão e fez esta oração:
"Maria, eu vos dos meu coração; fazei com que seja vosso. Jesus e Maria, sede sempre meus amigos, mas, por vosso amor, fazei com que eu morra mil vezes antes que tenha a desgraça de cometer um só pecado."
Esse horror ao pecado era muito vivo em Domingos, que costumava dizer:"Quero declarar guerra de morte ao pecado mortal."
Mas não era só ao pecado mortal. Dizia: "Quero pedir muito à Santíssima Virgem e ao Senhor que me mandem antes a morte que deixar-me cair em pecado venial contra a modéstia."
Tinha um ardente desejo pela Santidade e pela Salvação das Almas.Em 9 de março de 1857, Domingos nascia uma segunda vez diretamente para o céu, estava com 15 anos e no dia 12 de junho de 1954 Pio XII o eleva a honra dos altares.
Oremos
Ó amável São Domingos Sávio, que em vossa breve vida, fostes admiravel exemplo de virtudes cristãs, ensinai-no a amar Jesus com vosso fervor, à Virgem Santa com vossa pureza às almas com vosso zelo; fazei ainda que imitando-vos no proposito de tornarmo-nos santos, saibamos como vós preferir a morte ao pecado, para poder-vos encontrar na eterna felicidade do céu.
Bruno de Jesus
terça-feira, 4 de junho de 2013
VOZ DO PAPA FRANCISCO - II SOLENIDADE DE PENTECOSTES COM MOVIMENTOS ECLESIAIS - 19 DE MAIO DE 2013
Neste dia, contemplamos e revivemos na liturgia a efusão do Espírito Santo realizada por Cristo ressuscitado sobre a sua Igreja; um evento de graça que encheu o Cenáculo de Jerusalém para se estender ao mundo inteiro.
Então que aconteceu naquele dia tão distante de nós e, ao mesmo tempo, tão perto que alcança o íntimo do nosso coração? São Lucas dá-nos a resposta na passagem dos Atos dos Apóstolos que ouvimos (2, 1-11). O evangelista leva-nos a Jerusalém, ao andar superior da casa onde se reuniram os Apóstolos. A primeira coisa que chama a nossa atenção é o rombo improviso que vem do céu, “comparável ao de forte rajada de vento”, e enche a casa; depois, as “línguas à maneira de fogo” que se iam dividindo e pousavam sobre cada um dos Apóstolos. Rombo e línguas de fogo são sinais claros e concretos, que tocam os Apóstolos não só externamente, mas também no seu íntimo: na mente e no coração. Em consequência, “todos ficaram cheios do Espírito Santo”, que esparge seu dinamismo irresistível com efeitos surpreendentes: “começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem”. Abre-se então diante de nós um cenário totalmente inesperado: acorre uma grande multidão e fica muito admirada, porque cada qual ouve os Apóstolos a falarem na própria língua. É uma coisa nova, experimentada por todos e que nunca tinha sucedido antes: “Ouvimo-los falar nas nossas línguas”. E de que falam? “Das grandes obras de Deus”.
À luz deste texto dos Atos, quereria refletir sobre três palavras relacionadas com a ação do Espírito: novidade, harmonia e missão.
A novidade causa sempre um pouco de medo, porque nos sentimos mais seguros se temos tudo sob controle, se somos nós a construir, programar, projetar a nossa vida de acordo com os nossos esquemas, as nossas seguranças, os nossos gostos. E isto verifica-se também quando se trata de Deus. Muitas vezes seguimo-Lo e acolhemo-Lo, mas até um certo ponto; sentimos dificuldade em abandonar-nos a Ele com plena confiança, deixando que o Espírito Santo seja a alma, o guia da nossa vida, em todas as decisões; temos medo que Deus nos faça seguir novas estradas, faça sair do nosso horizonte frequentemente limitado, fechado, egoísta, para nos abrir aos seus horizontes. Mas, em toda a história da salvação, quando Deus Se revela traz novidade - DEUS TRAZ SEMPRE NOVIDADE - , transforma e pede para confiar totalmente n’Ele: Noé construiu uma arca, no meio da zombaria dos demais, e salva-se; Abraão deixa a sua terra, tendo na mão apenas uma promessa; Moisés enfrenta o poder do Faraó e guia o povo para a liberdade; os Apóstolos, antes temerosos e trancados no Cenáculo, saem corajosamente para anunciar o Evangelho. Não se trata de seguir a novidade pela novidade, a busca de coisas novas para se vencer o tédio, como sucede muitas vezes no nosso tempo. A novidade que Deus traz à nossa vida é verdadeiramente o que nos realiza, o que nos dá a verdadeira alegria, a verdadeira serenidade, porque Deus nos ama e quer apenas o nosso bem. Perguntemo-nos hoje a nós mesmos: Permanecemos abertos às surpresas de Deus? Ou fechamo-nos, com medo, à novidade do Espírito Santo? Mostramo-nos corajosos para seguir as novas estradas que a novidade de Deus nos oferece, ou pomo-nos à defesa fechando-nos em estruturas caducas que perderam a capacidade de acolhimento? Far-nos-á bem pormo-nos estas perguntas durante todo o dia.
Segundo pensamento: à primeira vista o Espírito Santo parece criar desordem na Igreja, porque traz a diversidade dos carismas, dos dons. Mas não; sob a sua ação, tudo isso é uma grande riqueza, porque o Espírito Santo é o Espírito de unidade, que não significa uniformidade, mas a recondução do todo à harmonia. Quem faz a harmonia na Igreja é o Espírito Santo. Um dos Padres da Igreja usa uma expressão de que gosto muito: o Espírito Santo “ipse harmonia est – Ele próprio é a harmonia”. Só Ele pode suscitar a diversidade, a pluralidade, a multiplicidade e, ao mesmo tempo, realizar a unidade. Também aqui, quando somos nós a querer fazer a diversidade fechando-nos nos nossos particularismos, nos nossos exclusivismos, trazemos a divisão; e quando somos nós a querer fazer a unidade segundo os nossos desígnios humanos, acabamos por trazer a uniformidade, a homogeneização. Se, pelo contrário, nos deixamos guiar pelo Espírito, a riqueza, a variedade e a diversidade nunca dá origem ao conflito, porque Ele nos impele a viver a variedade na comunhão da Igreja. O caminhar juntos na Igreja, guiados pelos Pastores – que para isso têm um carisma e ministério especial – é sinal da ação do Espírito Santo; uma característica fundamental para cada cristão, cada comunidade, cada movimento é a eclesialidade. É a Igreja que me traz Cristo e me leva a Cristo; os caminhos paralelos são muito perigosos! Quando alguém se aventura ultrapassando a doutrina e a Comunidade eclesial – diz o apóstolo João na sua Segunda Carta - e deixa de permanecer nelas, não está unido ao Deus de Jesus Cristo. Por isso perguntemo-nos: Estou aberto à harmonia do Espírito Santo, superando todo o exclusivismo? Deixo-me guiar por Ele, vivendo na Igreja e com a Igreja?
O último ponto. Diziam os teólogos antigos: a alma é uma espécie de barca à vela; o Espírito Santo é o vento que sopra na vela, impelindo-a para frente; os impulsos e incentivos do vento são os dons do Espírito. Sem o seu incentivo, sem a sua graça, não vamos para frente. O Espírito Santo faz-nos entrar no mistério do Deus vivo e salvar-nos do perigo de uma Igreja gnóstica e de uma Igreja narcisista, fechada no seu recinto; impele-nos a abrir as portas e sair para anunciar e testemunhar a vida boa do Evangelho, para comunicar a alegria da fé, do encontro com Cristo. O Espírito Santo é a alma da missão. O sucedido em Jerusalém há quase dois mil anos, não é um fato distante de nós, mas um fato que nos alcança e se torna experiência viva em cada um de nós. O Pentecostes do Cenáculo de Jerusalém é o início, um início que se prolonga. O Espírito Santo é o dom por excelência de Cristo ressuscitado aos seus Apóstolos, mas Ele quer que chegue a todos. Como ouvimos no Evangelho, Jesus diz: “Eu apelarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco” (Jo 14, 16). É o “Espírito Paráclito”, o “Consolador”, que dá a coragem de levar o Evangelho pelas estradas do mundo! O Espírito Santo ergue o nosso olhar para o horizonte e impele-nos para as periferias da existência a fim de anunciar a vida de Jesus Cristo. Perguntemo-nos, se tendemos a fechar-nos em nós mesmos, no nosso grupo, ou se deixamos que o Espírito Santo nos abra à missão. Recordemos hoje estas três palavras: novidade, harmonia, missão.
A liturgia de hoje é uma grande súplica, que a Igreja com Jesus eleva ao Pai, para que renove a efusão do Espírito Santo. Cada um de nós, cada grupo, cada movimento, na harmonia da Igreja, se dirija ao Pai pedindo este dom. Também hoje, como no dia do seu nascimento, a Igreja invoca juntamente com Maria: “Veni Sancte Spiritus… – Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor”! Amem.
sábado, 11 de maio de 2013
Voz Do Papa Francisco
HOMILIA - 23 DE ABRIL DE 2013
É uma imensa alegria, enquanto católicos, poder ouvir ou ler as palavras do Santo Padre, ainda mais quando repleta de apologética, que inclusive tem feito falta a tantos pregadores de nossos tempos e que, na rica história da Igreja, foi permeada de homens e mulheres que sem medo bradavam as glórias da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. Que possamos aprender com o Papa Francisco as verdades sobre a excelência da Igreja de Cristo:
A primeira leitura de hoje leva-me a pensar que, justamente no momento em que se desencadeia a perseguição, desencadeia-se a missionariedade da Igreja. Os cristãos, que chegaram à Fenícia, a Chipre e a Antioquia, proclamavam a Palavra (cf. At 11,19). Traziam este ardor apostólico no coração; e assim é que a fé se difunde! Algumas pessoas de Chipre e de Cirene, que se tinham tornado cristãs, chegadas a Antioquia, começaram a falar também aos gregos (cf. At 11, 20). Trata-se de mais um passo; e assim avança a Igreja. Dado que isso era então inconcebível, porque se pregava só aos judeus, de quem foi esta iniciativa de falar aos gregos? Foi do Espírito Santo, Aquele que impelia avante, sempre mais.
Mas, quando isto chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém, houve alguém que ficou um pouco nervoso e enviaram uma Visita apostólica, enviaram Barnabé (cf. At 11, 22). Talvez possamos – com um pouco de humorismo – dizer que está aqui o início teológico da Congregação para a Doutrina da Fé: nesta Visita apostólica de Barnabé. Ele observou, e viu que tudo caminhava bem (cf. At 11, 23). E a Igreja assim vê crescer a sua maternidade: é Mãe de mais filhos, de muitos filhos; torna-se Mãe, sempre mais Mãe. E Mãe que nos dá a fé, Mãe que nos dá a identidade. A identidade cristã não é dada por um bilhete de identidade; a identidade cristã é pertença à Igreja: todos estes pertenciam à Igreja, à Igreja Mãe, porque não é possível encontrar Jesus fora da Igreja. O grande Paulo VI dizia: é uma dicotomia absurda querer viver com Jesus sem a Igreja, seguir Jesus fora da Igreja, amar Jesus sem a Igreja (cf. Exort. ap. Evangelii Nuntiandi, 16). E a mesma Igreja Mãe, que nos dá Jesus, dá-nos a identidade, quenão é somente um selo: é uma pertença. Identidade significa pertença: a pertença à Igreja. Coisa estupenda!
A terceira ideia que me salta à mente (a primeira era o desencadeamento da missionariedade; a segunda, a Igreja Mãe) é a alegria que sentiu Barnabé quando viu aquela multidão, pois, como diz o texto, «uma grande multidão aderiu ao Senhor» (At 11, 24). «Quando Barnabé chegou e viu a graça que Deus havia concedido, ficou muito contente» (At 11, 23). É a alegria própria do evangelizador; é, como dizia Paulo VI, «a doce e consoladora alegria de evangelizar» (cf. Exort. ap. Evangelii Nuntiandi, 80). E esta alegria aparece na sequência de uma perseguição, de uma grande tristeza, e termina com a alegria. E assim a Igreja avança, como diz um Santo, entre as perseguições do mundo e as consolações do Senhor (cf. S. Agostinho, De Civitate Dei, 18, 51, 2: PL 41, 614). Assim é a vida da Igreja. Mas, se queremos caminhar pela estrada da mundaneidade, descendo a pactos com o mundo – como queriam fazer com os Macabeus, que a isso se sentiam então tentados – nunca gozaremos da consolação do Senhor. E se procuramos só consolação, esta será uma consolação superficial, uma consolação humana; não aquela do Senhor. A Igreja caminha sempre entre a Cruz e a Ressurreição, entre as perseguições e as consolações do Senhor. E este é o caminho: quem vai por esta estrada não se engana.
Pensemos hoje na missionariedade da Igreja: naqueles discípulos que, esquecidos de si mesmos, partiram, e também naqueles que tiveram a coragem de anunciar Jesus aos gregos, algo quase escandaloso naquele tempo (cf. At 11, 19-20).
Pensemos na Mãe Igreja que cresce, cresce com novos filhos, aos quais Ela dá a identidade da fé, porque não se pode crer em Jesus sem a Igreja. Ouvimos Jesus mesmo dizê-lo no Evangelho: Vós não acreditais, porque não fazeis parte das minhas ovelhas (cf. Jo 10, 26). Se não somos “ovelhas de Jesus”, a fé não desponta; é uma fé de “água de cheiro”, uma fé sem substância. E pensemos na consolação que teve Barnabé, que é justamente «a doce e consoladora alegria de evangelizar». E peçamos ao Senhor este desassombro, este ardor apostólico, que nos impulsiona a seguir em frente todos como irmãos. A caminhar avante, levando o nome de Jesus no seio da Santa Mãe Igreja, como dizia Santo Inácio, hierárquica e católica. Assim seja.
Fonte:http://www.vatican.va/holy_father/francesco/homilies/2013/documents/papa-francesco_20130423_omelia-san-giorgio_po.html
Guilherme Teles, Fundador.
terça-feira, 30 de abril de 2013
A Celebração da Eucaristia São Justino, mártir - séc II
Segue um dos mais antigos relatos sobre a Santa Missa, relato do segundo século que, com certeza, nos animará no amor a este tesouro e presente de Deus Pai, o Santo Sacrifício da Missa:
Pois não é pão ou vinho comum o que recebemos. Com efeito, do mesmo modo Jesus Cristo, nosso salvador, se fez homem pela Palavra de Deus e assumiu a carne e o sangue para a nossa salvação, também nos foi ensinado que o alimento sobre o qual foi pronunciada a ação de graças com as mesmas palavras de Cristo e, depois de transformado, nutre a nossa carne e nosso sangue, é a própria carne e o sangue de Jesus que se encarnou.
Os apóstolos, em suas memórias que chamamos evangelhos, nos transmitiram a recomendação que Jesus lhes fizera. Tendo ele tomado o pão e dado graças disse: Fazei isto em memória de mim. Isto é o meu corpo (Lc 22,19, Mt 14,22). E tomado novamente o cálice e dando graças, disse: Este é o meu sangue (Mc 14,24), e os deu somente a eles. Desde então, nunca mais deixamos de recordar isso entre nós. Com o que possuímos, socorremos a todos os necessitados e estamos sempre unidos uns aos outros. E por todas as coisas que com que nos alimentamos, bendizemos o Criador do universo, por seu Filho Jesus Cristo e pelo Espírito Santo.
No chamado dia do Sol, reúnem-se em um mesmo lugar todos os que moram nas cidades ou nos campos. Leem-se nas memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas, na medida em que o tempo permite.
Terminada a leitura, aquele que preside toma a palavra para aconselhar e exaltar os presentes a imitação de tão sublimes ensinamentos.
Depois levantamo-nos todos juntos e elevamos as nossas preces; como já dissemos acima, ao acabarmos de rezar, apresentam-se pão, vinho e água. Então o que preside eleva ao céu, com todo o seu fervor preces e ações de graças, e o povo aclama: Amém. Em seguida, faz-se entre os presentes a distribuição e a partilha doa alimentos que foram eucaristizados, que são também enviados aos ausentes por meio dos diáconos.
Os que possuem muitos bens dão livremente e o que lhes agrada. O que se recolhe é colocado a disposição do que preside. Este socorre os órfãos, as viúvas e os que, por doença ou qualquer outro motivo se acham em dificuldade, bem como os prisioneiros e os hóspedes que chegam de viagem; numa palavra, ele assume o encargo de todos os necessitados.
Reunimo-nos todos no dia do Sol, não só porque foi o primeiro dia em que Deus, transformando as trevas e a matéria, criou o mundo, mas também porque neste mesmo dia Jesus Cristo, nosso salvador, ressuscitou dos mortos.
Crucificaram-no na véspera do dia de Saturno; e no dia seguinte a este, ou seja, no dia do Sol, aparecendo aos seus apóstolos e discípulos, ensinou-lhes tudo o que também nós vos propusemos como digno de consideração.
Guilherme Teles, Fundador.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Virgem Maria, Anjos, Santos e Demônios..Onipresentes ?
Nosso querido Pe.Paulo Ricardo nos ensina que os Santos atuam no Céu, junto de Deus, intercedendo por nós e por nossas preces. Porém, Deus não sabe o que precisamos ? Não é Ele Onisciente, Onipresente e Onipotente ? Qual o propósito da oração e das intercessões dos Santos ?O que muito se pergunta é como a Virgem Maria, ou os Santos, até mesmo os anjos ouvem nossa orações particulares, e ao mesmo tempo as orações de outras pessoas espalhadas pelo mundo..boa pergunta, não é?!
Vamos La!
Recorrer a Intercessão dos Santos nada mais é que um Ato concreto de Humildade, pois não somos dignos de irmos diretamente a Deus, isso seria Orgulho de nossa parte. Quem é escravo da Virgem deve-se lembrar : '' Nada há em mim que de Vós não tenha merecido repulsa e cólera, não ouso aproximar-me por mim mesmo de vossa Santíssima e Augustíssima Majestade..''
A Santa Igreja, nos ensina por meio do Catecismo :
“Pelo fato que os do céu estão mais intimamente unidos com Cristo, consolidam mais firmemente a toda a Igreja na santidade… Não deixam de interceder por nós ante o Pai. Apresentam por meio do único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, os méritos que adquiriram na terra… Sua solicitude fraterna ajuda, pois, muito a nossa debilidade.” (CIC 956)
Nós fazemos nossas Orações, porque nós precisamos alargar o nosso desejo para receber a Graça de Deus que virá (Sto Agostinho).
A Oração que fazemos a cada dia serve para alargar, escancarar o nosso coração para as Graças que Deus nos dá. Ela é um Verdadeiro mistério, já que Deus tudo sabe e tudo pode; porém, Ele quer que nós sejamos colaboradores na realização da Sua vontade. ''Deus tem sede de que nós tenhamos sede Dele''
No caso da Virgem Maria, não à devemos comparar jamais como a uma santa entre vários santos; pois ninguém jamais alcançou e jamais alcançará o grau de Santidade e de Graça que Ela alcançou perante Deus. Porém, Ela não é Onisciente, mas, estando Ela em Deus, participa por Graça daquilo que Deus quer que ela saiba. ''Em Maria, Deus está mais presente que em qualquer outro lugar'' - Tratado da Verdadeira Devoção a SS.Virgem, S.Luis de Montfort.
Deus dá a missão a Maria, portanto, dá também os meios necessários para o seu cumprimento.
Maria também não é Onipresente, mas estando em Deus, Ela pode de alguma forma estar na presença onde quer que esteja o corpo de Cristo ( Pe Paulo Ricardo).
Por fim, como se deve ser, em ultimo lugar, vamos falar sobre os Demônios. Segundo Pe. Paulo, tanto os Anjos como os Demônios ( Anjos Caídos ) concentram seu poder em algum lugar ou fato, mas não estão em todos os lugares.
Rezemos portanto, aos Anjos, Aos Santos e a Grande Mãe de Deus, que nos guarde na Santa Humildade contra as armadilhas dos Demônios e que permaneçamos sempre na Graça de Deus !!
Bruno de Jesus.
quarta-feira, 27 de março de 2013
AOS DISCÍPULOS DE EMAÚS E PARA TODA A IGREJA
“Não estava o nosso coração ardendo quando Ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as escrituras?” (Luc 24,32 b).
Deus na sua infinita sabedoria nos revela este magnifico momento do encontro de Jesus com os discípulos de Emaús.
“Os discípulos, porém, estavam como que cegos e não o reconheceram”. (Jo 24,16)
Por vezes andamos como que cegos por conta do pecado do medo, da tristeza e não enxergamos a pessoa de Jesus que sempre está perto de nós, mas Ele vem ao nosso encontro.
“Então começando por Moisés e continuando por todos os Profetas, Jesus explicava para os discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele” (Jo 24,27)
Eis a liturgia da Palavra, a pessoa do sacerdote nos explica as leituras como Jesus fez com os discípulos de Emaús.
“Sentou-se à mesa com os dois, tomou o pão e os abençoou, depois o partiu e deu a eles” (Jo 24,30)
O sacerdote de Deus toma em suas mãos consagradas a hóstia e o cálice contendo o vinho e os oferece a Deus, consagra os, acontece a transubstanciação, já não é mais pão nem vinho é o Corpo e o Sangue de Jesus, nosso alimento.
“Nisso os olhos dos discípulos se abriram, e eles reconheceram Jesus.” (Jo 24,31)
Reconhecemos Jesus ao partir o pão, reconhecemos Jesus como nosso Deus e Senhor Salvador, nossa razão de ser, sem Ele já não é possível viver já que Ele é nossa vida.
“Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus quando Ele partiu o pão” (Jo 24,35)
Como discípulos somos convidados a anunciar o Senhor, pela a benção final somos enviados, em missão.
Rezemos: Mãe ensina-nos a reconhecer Jesus ao partir o Pão, que cresça em nós o amor esponsal ao Crucificado com Maria. Amém
Andréia Almeida, Cofundadora
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